Cervejarias artesanais poderão alcançar 10% do mercado.

29 de junho de 2010

A longo prazo, essa é a fatia que o segmento poderá atingir no Brasil, de acordo com projeção do Centro de Tecnologia de Alimentos e Bebidas (CTS) do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), localizado em Vassouras (RJ). Hoje, a participação oscila entre 2% e 3%.

Segundo Imar Araújo de Oliveira, superintendente-geral do centro de tecnologia, o consumo nacional de cerveja é crescente, tendo em vista não só o aumento demográfico, mas também mudanças no perfil da população. "Com o declínio da faixa de natalidade, os adultos de 20 a 40 anos estão se tornando predominantes na população e essa é a faixa que mais consome cerveja," avalia.

Outro fenômeno observado pelo superintendente é que paralelamente à expansão do consumo das cervejas mais populares, o aumento do poder aquisitivo das pessoas eleva a procura por marcas especiais. Com isso, o mercado de cervejas premium, de sabor mais apurado e valor mais alto, se amplia para atender esses novos consumidores.

Tanto é que as empresas pequenas que investem nesse nicho de mercado estão crescendo. E também as grandes cervejarias estão investindo em novas marcas e produtos para atender o público mais seleto.

Isso tem contribuído para que o Brasil desenvolva uma cultura cervejeira própria, como a Bélgica, onde existem mais de 300 tipos de cervejas. A preferência do brasileiro pelo tipo pilsen – leve, mais clara e de médio teor alcoólico – pode não ser mais a mesma daqui a alguns anos.

Hoje, o setor cervejeiro nacional emprega cerca de 50 mil pessoas, entre empregos diretos e indiretos. Algumas matérias-primas já começam a ser produzidas no Brasil. Cerca de 30% do malte usado pela indústria cervejeira brasileira já são nacionais. Já o lúpulo é 100% importado. O clima brasileiro não é adequado a essa planta, segundo os técnicos do CTS/Senai de Vassouras. Em relação à água, existe em abundância no País. Quanto à levedura de cerveja, necessária ao processo de fermentação da bebida, o componente é comprado de bancos alemães, belgas e americanos.

Fonte: Supermercado Moderno - www.sm.com.br


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