Cerveja não dá barriga
01/julho/2009
Estudo acaba com o mito da "barriguinha de cerveja".
Há pouco tempo ficou comprovado que as massas não engordam. Agora, acaba de cair outro mito da nutrição: a cerveja não aumenta o perímetro do abdômen. Segundo pesquisadores de Reino Unido, República Checa e Espanha, não há razões para culpar a popular bebida pelo aumento do tamanho da barriga. Há poucos meses ficou demonstrado cientificamente que a afirmação "as massas engordam e não alimentam" é equivocada. Durante anos, a popular comida italiana foi erroneamente apontada como um alimento calórico, enquanto seus benefícios nutricionais foram esquecidos. Porém, agora se sabe que a obesidade é causada pelo consumo excessivo de gorduras e não de carboidratos, o principal nutriente das massas, cujo consumo entre quatro ou cinco vezes por semana é até recomendado por especialistas.
Agora está sendo derrubado outro dos grandes falsos mitos da nutrição, com a comprovação de que, se existe um responsável pelo aumento da barriga, este não é a cerveja, que é pouco calórica em relação a outras bebidas alcoólicas. O fato de a cerveja gerar aquela barriguinha é um mito infundado, segundo recentes estudos científicos.
Cerveja com moderação, não engorda.
Uma equipe de pesquisadores do Reino Unido e da República Checa fez um estudo, para o qual entrevistaram um grupo de checos, considerados os maiores consumidores de cerveja do mundo, não encontrando nenhuma relação científica entre a quantidade de cerveja consumida e as dimensões da barriga. O especialista Martin Bobak, da University College de Londres, e seus colegas do instituto de Medicina Experimental e Clínica de Praga entrevistaram 891 homens checos e 1.098 mulheres, com idades entre 25 e 64 anos. Entre os selecionados havia alguns que tomavam cerveja ocasionalmente, outros que não tomavam e poucos que bebiam em abundância. Todos passaram por um exame médico e tiveram aferidos a cintura e o peso, para que fosse calculado o índice de obesidade. "Se existe o vínculo entre a cerveja e a obesidade, é muito frágil", concluíram os pesquisadores, desmentindo a crença comum segundo a qual a obesidade está relacionada com o consumo de cerveja em grandes quantidades. "É comum achar que os que tomam cerveja são mais obesos que os que não bebem ou tomam vinho, mas não é verdade", afirmam os pesquisadores.
No entanto, Nigel Denby, da Associação Britânica de Nutrição, pediu aos amantes da cerveja que não se aproveitem do estudo para correr aos bares. "Se quiserem beber, devem fazer isso sempre com moderação", acrescentou o especialista.
A queda do mito da "barriga de cerveja" se vê reforçado por outro estudo de especialistas espanhóis, segundo o qual o consumo moderado de cerveja não altera o peso nem a massa corporal. A especialista Ascensión Marcos, do Departamento de Metabolismo e Nutrição do Conselho Superior de Pesquisas Científicas espanhol, ressalta que "a cerveja é uma bebida composta por quatro ingredientes naturais, que contém muito pouco álcool, nada de gordura e 45 calorias por cada 100 mililitros ingeridos". Segundo a pesquisadora, o problema do sobrepeso é a quantidade de calorias ingeridas: "As recomendações dietéticas asseguram que o consumo de 2000 calorias para as mulheres e de 2500 para os homens está dentro da normalidade, por isso, uma cerveja ao dia equivaleria a 3,5 por cento da ingestão calórica diária recomendada".
Barriga é uma predisposição genética
Muitas pesquisas confirmam que o consumo moderado de cerveja não altera a massa corporal nem o peso. Além disso, se descobriu que a barriga é causada por uma predisposição genética que favorece a acumulação de gorduras ao redor do abdômen. Aqueles que carregam esta predisposição tendem a desenvolver gorduras abdominais, embora nem todos cheguem a engordar se seguirem uma dieta equilibrada e realizarem exercícios.

