História do Chopp do Fritz

Fundada em 1993, a Cervejaria Chopp do Fritz começou como um hobby. O mestre-cervejeiro Jörg Schwabe começou a produzir, artesanalmente, cervejas para ele mesmo consumir. Aos poucos, a qualidade do produto aumentava a cada dia.
Os amigos passaram a conhecer a cerveja produzida por ele, e queriam se reunir cada vez mais para saborear a maravilha projetada por Schwabe. Assim, a produção precisou ser aumentada em grande escala, até chegar ao ritmo industrial de hoje.
O desempenho produtivo cresceu, e com ele a qualidade do Chopp do Fritz também evoluiu. São cinco tipos, o Pilsen Klar (claro), o Dunkel (escuro), o Natur (claro não-filtrado) e o Koelsch (da reserva especial, com altíssima fermen-tação e grau alcóolico). Além disso, o mais novo lançamento, a especial Weiss (Cerveja de Trigo).
História da Cerveja
A História da elaboração de cerveja tem pelo menos 6000 anos de existência. Os sumérios, o mais antigo povo civilizado, no século IV AC., alegravam-se com cerveja, assim como, mais tarde, também os egípcios, os gregos, os romanos e os germanos.
Quando o homem aprendeu a moer os cereais e com eles preparar o pão, o caminho que levava ao pão líquido não estava muito longe. Nessa época, os sumérios faziam uma massa consistente com os grãos moídos que, após o cozimento, era consumida como pão. Essa massa, quando deixada ao tempo, umedecia e fermentava, tornando-se uma espécie de "pão-líquido", uma bebida alcoólica por eles consumida. Essa bebida guarda uma semelhança, ainda que distante, com a atual cerveja e consta que era muito apreciada.
O mais antigo documento sobre produção de cerveja em solo europeu é de 800 anos A.C. A partir do início da Idade Média, os conventos assumiram a fabricação de cerveja. Eles foram decididamente, muito importantes para o desenvolvimento do fabrico da cerveja. Particulamente, os monges tornaram popular o uso de lúpulo com fator de amargor do mosto da cerveja.
Os conventos mais antigos que iniciaram a produção de cerveja foram os de St. Gallen, na Suíça, Wihenstephan em Freising e St. Emmeran em Regensburg; esses dois ultimos, na Alemanha. Os Beneditinos de Wihenstephan foram os primeiros a receber, oficialmente, a autorização profissional para fabricação e venda da cerveja. Com isso, Wihenstephan é a indústria cervejeira mais antiga do mundo: ano de 1040.
Hoje, Wihenstephan é principalmente conhecida como o centro de ensino da tecnologia de cervejaria da Universidade Técnica de Munique. O santo protetor dos cervejeiros chama-se "Gambrinus" (Rei de Flandres, Holanda, Sec. XII). Ao que tudo indica, foi da palavra latina " bibere " que se originou, em vários idiomas, os termos usados para designar esta bebida, obtida através da fermentação de cereais.
Em latim "bibere" significa "beber". O termo do latim clássico para designar a cerveja é cervisia ou cerevisia. Dessa raiz, derivam as palavras "cerveja" (português) e "cerveza" (espanhol). Acredita-se que cerevisia procede de Ceres, que na mitologia latina era a deusa da agricultura.
Na antiguidade, usava-se para a elaboração de cerveja toda espécie de ingredientes tais como: folhas de pinheiros, ervas em geral, cerejas silvestres, com resultados, por vezes, fatais. Para então regularizar o processo de fabricação da cerveja, o Duque Guilherme IV da Baviera (Alemanha) decretou, em 1516, a "Lei de Pureza" (Reinheitsgebot). Essa lei é a mais antiga e mais conhecida do mundo, sobre a manipulação de alimentos (legislação de produtos alimentares) e determina os ingredientes que podem ser usados para a produção da cerveja, tais como:
• Cevada
• Lúpulo
• Água
A Levedura de cerveja ainda não era conhecida e só mais tarde foi incluída nesta lei. Três nomes estão especialmente associados ao progresso no fabrico de cerveja:
Luis Pasteur
Esse nome é, acima de tudo, conhecido através da palavra " pasteurização ", um método de conservação de alimentos a partir do aquecimento. Até aquele momento, o processo de fermentação não podia ser explicado nem controlado. Primeiramente, Pasteur descobriu a participação de microorganismos durante a fermentação e demonstrou que a deterioração do mosto era provocada pelo desenvolvimento de organismos microscópios - que podiam estar no ar, na água ou nos aparelhos usados na fabricação - estranhos a natureza do processo de fermentação.
Emil Christian Hausen
O dinamarquês Emil Christian Hansen descobriu, em razão do desenvolvimento do microscópio, que não existiam apenas leveduras de alta fermentação, mas também leveduras de baixa fermentação. Também descobriu que entre essas espécies, existem outras inúmeras cepas com diferentes características. Ele foi o primeiro a conseguir isolar uma célula de levedura de cerveja - isso aconteceu em 1881 - e obteve a multiplicação sob cultura pura, isto é, todas as células de levedura têm absolutamente características iguais, pois são originadas de uma mesma célula. Como a levedura influencia fundamentalmente o sabor, essa descoberta possibilitou, especiamente, que se produzisse cerveja com o mesmo sabor e qualidade.
Carl von Luide
Desenvolveu a teoria da geração de frio artificial e fez experiências a partir de 1873, na cervejaria Gabriel Seldmayr, em Munique (hoje: Cervejaria Spaten), com sua Máquina Frigorífica à base de amônia, usando o método de compressão. Com isso, o "o local de nascimento" do refrigerador é, precisamente, uma cervejaria.

